sexta-feira, 8 de abril de 2011

Dra. Priscila Chacon, psicóloga especialista em T.O.C fala sobre o medo de dirigir

A Dra. Priscila Chacon, especialista em Transtorno Obsessivo Compulsivo (T.O.C), foi entrevistada, falando sobre o medo de dirigir, entre outros aspectos abordados sobre medos das ruas e suas consequencias, bem como alternativas para tratar e até mesmo a cura.

SOB NOVA DIREÇÃO DE 08/04/2011.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Você Apita


uma iniciativa educacional da FIAT para mostrar aos menores que a "Paz no Trânsito" começa por todos.


O Você Apita foi uma ação educativa que buscou valorizar a capacidade dos jovens de pensar e agir de forma transformadora. Esse programa integrou escola e comunidade na busca da melhoria da segurança no trânsito, da mobilidade das pessoas e da qualidade de vida. Tratou-se de uma proposta pedagógica que colocou os alunos no centro das questões e dos problemas identificados em suas comunidades. Os jovens participaram analisando, criticando e propondo soluções para mudar, com ações concretas, a realidade dos centros urbanos.

Utilizando o conceito de protagonismo juvenil, o projeto Você Apita estimulou os jovens a questionar o que acontece à sua volta e intervir de forma consciente em sua comunidade. Nesta ação educativa, os problemas relativos ao trânsito e à mobilidade dos centros urbanos são amplamente debatidos dentro das salas de aula. Os próprios estudantes elaboraram propostas de melhoria, mantendo um diálogo constante com a sua comunidade.

A Fiat possui quatro temas para abordar as questões do trânsito nas escolas: direitos fundamentais, meio ambiente, mobilidade e convivência urbana. O programa foi realizado durante o ano letivo e começou com treinamento de professores das disciplinas regulares e a distribuição de materiais didáticos desenvolvidos pela equipe de educadores do programa. O trabalho ocorreu em etapas que iam desde a sensibilização para os problemas até a implementação das ações.

Parceiros

O Você Apita teve como parceiros o Ministério da Educação e a Unesco, além de contar com o apoio de mais de 450 organizações, chamadas “Rede de Colaboradores”.

Esta rede de colaboradores realizou palestras, dinâmicas de grupo e apoiou a implantação das ações propostas pelos alunos participantes do Você Apita. Formada por organizações governamentais e não-governamentais, voluntários e universidades, essa rede conecta o mundo da escola com os diversos setores da sociedade, onde todos participam de forma integrada e transformadora.

Resultados

Em 2004 destacaram-se como resultados a realização de blitz educativas em prol da paz no trânsito, entrega de sugestões para autoridades, elaboração de projetos para a melhoria da mobilidade urbana, criação de maquetes de revitalização de praças, plantio de árvores e implantação de sinalização de trânsito, como rampas de acesso para portadores de necessidades especiais, semáforos e faixas de pedestres.

O Você Apita foi considerado um programa inovador, uma vez que ampliou o universo de compreensão da realidade pelos jovens, tornando-os críticos, observadores e participativos, além de ser uma ferramenta didática que pode ser utilizada em diversas disciplinas.

O Programa Você Apita começou em 2002 e já envolveu, com atividades monitoradas, 23 cidades brasileiras: Florianópolis, Bento Gonçalves, Blumenau, Caxias do Sul, Curitiba, Londrina, Joinville, Maringá, Pelotas, Porto Alegre, São Paulo, Santos, Sorocaba, Belo Horizonte, Betim, Uberlândia, Juiz de Fora, Rio de Janeiro, Brasília, Salvador, Fortaleza, Canaã dos Carajás e Parauapebas.

Além disso, em 2004 foi lançado o Você Apita virtual, que pode ser aplicado em qualquer cidade do país com o apoio e toda a orientação via call center e internet.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Projeto: Sou criança, mas sou responsável!

Tema: O uso do cinto de segurança e da cadeirinha.
Professora: Márcia Regina Kieling Stumpf.
Alunos: Turmas dos 2ºs anos, manhã e tarde, e comunidade de pais.
Período de estudo: 13 de setembro a 7 de outubro de 2010.
Local da Realização: ESCOLA M. E. F. PRESIDENTE CASTELO BRANCO.
Endereço: Rua Irmã Amália, 252, Bairro Canudos.
Contato: mrkstumpf@ig.com.br Fone: 35832200


• Justificativa:
Respeito, cortesia, cooperação, solidariedade e responsabilidade constituem os eixos determinantes da transformação do comportamento do homem no trânsito. E esta não é uma tarefa muito simples e fácil. Pois, para transformar uma sociedade, é importante a participação, conscientização e o desejo de cada criança, adolescente, adulto ou idoso. É necessário que os pais, professores, empresários e as próprias autoridades percebam como atitudes corretas no trânsito podem salvar vidas. Mas para mudar é preciso querer. E por que não começar a partir de nós mesmos?
Para conhecer o trânsito é importante observar o espaço onde vivemos e os nossos hábitos diários, que influenciam no nosso deslocamento dentro da cidade, andando a pé ou de bicicleta, como passageiros nos meios de transporte coletivos, ônibus escolares ou automóveis. É importante avaliar o modo de vida das pessoas, como elas se comportam no trânsito, se elas respeitam os sinais, preservam o ambiente, são gentis e dão passagem, se fazem uso do cinto de segurança obrigatório e da cadeirinha para crianças menores no banco de trás.

• Objetivos e Metodologia:
- Observar e dialogar com os alunos, diariamente o trânsito do bairro da escola, durante a realização do projeto de estudo , registrando fatos que lhes chame a atenção;
- Conscientizar as crianças , que é de pequenos que se aprende a respeitar os seres , como pedestres ou com o seu veículo, ensinando-as para transmitirem aos seus familiares;
a) Identificando os elementos que compõem o ambiente:
- Quantidade de ruas e cruzamentos;
- Presença ou ausência de calçadas;
- Comparação entre a quantidade de casas e edifícios , área residencial ou comercial;
- Presença de jardim, árvores;
- Quantidade de pessoas , idosos, adultos e crianças;
- Quantidade de veículos , automóveis, motos, bicicletas, carroça, trator, registrando e diferenciando a quantidade de pessoas que utilizam ou não o cinto de segurança e a cadeirinha para as crianças menores;
b) Conhecendo o papel que as pessoas têm no trânsito:
- Quando uma pessoa anda a pé para ir de um lugar a outro, ela é chamada de PEDESTRE;
- Quando uma pessoa dirige um veículo para ir de um lugar a outro, ela é chamada de MOTORISTA ou CONDUTOR;
- Quando uma pessoa ocupa um lugar dentro do veiculo para ir de um lugar a outro, ela é chamada de PASSAGEIRO;
- Quando uma pessoa dirige uma moto para ir de um lugar a outro, ela é chamada de MOTOCICLISTA;
- Quando uma pessoa anda de bicicleta para ir de um lugar a outro, ela é chamada de CICLISTA.
c) Identificando como as crianças e as famílias cuidam de suas seguranças no trânsito:
- As crianças devem sempre andar e atravessar a rua acompanhadas de um adulto;
- Os pedestres devem caminhar na calçada e longe da rua;
- Os pedestres devem olhar várias vezes para os dois lados antes de atravessar a rua;
- As crianças devem brincar em áreas seguras como parques e jardins;
- Nunca atravessar a rua por trás de ônibus, carros, árvores e postes onde os veículos em movimento não podem nos ver;
- Os pedestres devem usar roupas claras em dias chuvosos e á noite para que os motoristas os vejam;
- Os motociclistas e ciclistas devem usar capacetes;
- Os motoristas e passageiros devem usar cinto de segurança; e as crianças menores a cadeirinha.

• Cronograma de ações:
1º) Desenvolver uma lista com os alunos de todos os veículos de transporte terrestre (carroça, cavalo, trator, caminhão, trem, bicicleta, ônibus, moto, automóvel, caminhonete).
2º) Conduzir conversas sobre os tipos de veículos mais comuns encontrados no bairro e avalie com os alunos itens como:
- Tamanhos;
- Quantidade de pessoas que podem ser transportadas (fazer comparações entre ônibus, automóveis, motos);
- Acessórios de segurança (como cinto de segurança, capacete, cadeirinha).
3º) Solicitar aos alunos gravuras dos diferentes tipos de veículos.
4º) Desenhar, pintar, confeccionar meios de transportes.
5º) Vivenciar uma rotina de trânsito , com o auxílio do guarda de nossa escola, utilizando- se de placas móveis para criar um caminho dentro estabelecimento escolar , obedecendo os sinais e semáforo.
6º) Criar panfletos com mensagens e desenhos sobre a importância do cinto de segurança e da cadeirinha, a fim de ser entregue na frente da escola , juntamente com o guarda abordando os veículos para esse” pedágio do alerta”.
7º) Participar das atividades no Parcão de NH, no Dia da Conscientização no Trânsito Seguro na Semana da Criança (5 de Outubro de 2010).

As regras em nossas vidas:
1º) Desenvolver uma lista com os alunos de atividades que são realizadas através de normas/regras pré-estabelecidas (leis, jogos esportivos, normas da escola, placas de sinalização no trânsito, brincadeiras).
2º) Solicitar aos alunos que ilustrem com recortes de figuras e desenhos atividades realizadas através de normas/regras. Pode ser em uma página do caderno, cartolina ou uma folha de papel de embrulho. Criar jogos contendo regras de trânsito.
3º) Conduzir conversas sobre as regras existentes na escola, em casa, no trânsito e como os alunos e a família se comportam diante destas normas.

As regras no trânsito:
1º) Questionar com os alunos quais as normas de sinalização de trânsito que eles vêem no caminho pra casa, ao passear de carro com os pais (placas, sinais no solo, gestos do agente de trânsito).
2º) Apresentar aos alunos os tipos de sinalização existentes, convidando o guarda da escola para conversar com os alunos e mostrar a importância dos sinais.
3º) Desenvolver atividades recreativas simulando o trânsito:
- No piso da escola desenhe uma rua, com travessia de pedestres e espaço para a calçada (com fitas adesivas ou giz);
- Dividir os alunos em grupos: pedestres, automóveis, caminhões, ônibus. Em uma etiqueta adesiva escreva o nome que representa cada grupo, cole-a nas costas de cada aluno, identificando "seu papel" no trânsito;
- Selecionar alguns alunos para segurarem placas de sinalização;
- Criar diferentes situações de trânsito e orientando para que todos fiquem atentos, respeitando a "sinalização", os "veículos" e os "pedestres". Quem não estiver atento, poderá se ferir ou ferir outras pessoas.

Avaliação:
A nossa sociedade é regida por regras: o aluno deve estudar para alcançar boa nota na escola; no jogo de futebol deve estar atento ao apito do arbitro (juiz); em casa observar a hora das refeições, a hora de dormir ou de acordar.
Muitas regras não podem ser mudadas, pois são estabelecidas pelas autoridades através de Lei. Outras podem ser discutidas e estabelecidas a partir do entendimento de todos os participantes de um grupo, como no caso de uma brincadeira, uma gincana, etc
Porém, o mais importante é esclarecer à criança que as normas (sociais e de trânsito) são necessárias para a segurança individual e coletiva de todos os cidadãos e devem ser respeitadas.

Nosso aprendizado foi valioso, não tem preço!

O Projeto Sobrevivência no Trânsito agradece o compartilhamento e parabeniza a todos os envolvidos direta e indiretamente no Projeto: Sou criança, mas sou responsável!, principalmente à Profa. Márcia Stumpf, aos alunos e ao GC Álvaro.



quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Mensaje del Secretario General ONU en el Día mundial en recuerdo de las víctimas de los accidentes de tránsito 21/nov

Fonte: Prensa ISEV

En el Día mundial en recuerdo de las víctimas de los accidentes de tránsito lamentamos la muerte de los 1,3 millones de personas que se calcula pierden la vida en las calles y carreteras del mundo todos los años y renovamos nuestra determinación de evitar que ocurran nuevas muertes.
Muchas tragedias pueden prevenirse aplicando un conjunto de medidas simples, de demostrada eficacia, que benefician no solo a las personas y familias sino a la sociedad en general.
Cada vez hay un mayor reconocimiento del apremiante problema que presentan las muertes y lesiones causadas por accidentes de tránsito para el desarrollo y la salud pública. Esta mayor conciencia ha impulsado a los gobiernos y sus asociados a dar una respuesta más rápida. Este año, la Asamblea General de las Naciones Unidas proclamó el primer “Decenio de Acción para la Seguridad Vial” de la historia, que ofrece la oportunidad de adoptar medidas a nivel mundial.
Hago un llamamiento a los Estados Miembros, los organismos internacionales, las organizaciones de la sociedad civil y los líderes empresariales y comunitarios para que aseguren que el Decenio conduzca al logro de mejoras reales. Como paso en esa dirección, los gobiernos deberían publicar sus planes nacionales para el Decenio, cuando este se inicie en todo el mundo, el 11 de mayo de 2011.
El Grupo de colaboración de las Naciones Unidas para la seguridad vial pronto publicará su plan mundial para el Decenio, en el que se exhorta a la adopción de medidas para mejorar la seguridad de las carreteras y los vehículos, el comportamiento de los conductores y peatones y los servicios de emergencia.
Por mi parte, he publicado una directiva para todo el personal de las Naciones Unidas en la que ordeno a los conductores de vehículos de la Organización que cumplan con ciertas medidas de seguridad vial, entre ellas, que se utilicen cinturones de seguridad, respeten los límites de velocidad, se abstengan de utilizar teléfonos celulares y eviten otras distracciones.
Si todos adoptamos estas y otras medidas sencillas, podemos lograr que la observación de este Día tenga verdadero sentido, honrando así la memoria de las víctimas de la mejor manera posible, es decir, con conductas orientadas a salvar las vidas de los demás.

Ban Ki-moon
UN Secretary-General,

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

O trânsito mata! O trânsito aleija!

O trânsito é um problema de cada um de nós, quer estejamos na condição de motorista ou pedestre, pois para realizarmos nossas atividades diárias de trabalho ou lazer dependemos dele.

O Brasil tem um dos trânsitos mais violentos do mundo! Estudos da Organização Mundial da Saúde (OMS) classificam o Brasil entre os dez países com maior número de acidentes e mortes no trânsito. São 28 milhões de veículos, 8 milhões de motocicletas e outros tantos milhões de pedestres envolvidos diariamente numa verdadeira guerra com saldo anual superior a 1 milhão de acidentes, 350 mil feridos, 50 mil mortos e mais de R$10 bilhões em perdas materiais. Das 50 mil mortes, 35 mil, ou seja, 70% estão relacionadas diretamente ao álcool e as drogas. Em dez anos esta relação saltou de 50% para 70%! Assustador, não?

No mundo são 1,2 milhões de mortes por ano; ou seja, 2 mortes por minuto!Segundo a OMS, se mantida a tendência de crescimento dos últimos anos, em 2020 as mortes e lesões incapacitantes ocasionadas pelos acidentes de trânsito crescerão 60% e se tornarão a terceira causa de mortalidade e traumatismos, ficando à frente de outros problemas de saúde como a malária, tuberculose e a AIDS.

O pensamento de que “fazer seguro do veículo” compra a total tranqüilidade não reflete a realidade, pois nos acidentes de trânsito os custos indiretos chegam a três vezes os diretos. E o choque emocional pela perda de vidas? E a desestruturação de famílias que perderam sua âncora econômica? E as mutilações permanentes?

O trânsito é mesmo uma guerra! Você não vai querer fazer parte destas estatísticas assustadoras, não é?

Procure conhecer e aplicar as posturas e técnicas para a prática da direção segura e econômica. Conhecê-las não é suficiente. É preciso aplicá-las no seu dia a dia.

Dirija com segurança e economia ajustando o seu modo de dirigir de forma a realizar cada percurso sem acidentes, sem infrações, sem abusos e sem faltar com a devida cortesia, apesar das ações incorretas dos outros, das condições ao seu redor, respeitando inclusive os limites técnicos do veículo.

Somente assim você criará condições para desenvolver uma consciência segura e contribuir para a melhoria da qualidade do trânsito, economizando tempo, dinheiro e principalmente VIDAS!

Luiz Roberto M. C. Cotti
Projeto Sobrevivência no Trânsito
projeto@sobrevivencianotransito.com.br

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Em oito Estados, transporte mata mais que violência, mostra pesquisa do IBGE

Por Daniel Milazzo - Especial para o UOL Notícias - No Rio de Janeiro

Os acidentes de trânsito mataram mais do que os homicídios em oito Estados do país. A constatação faz parte da pesquisa Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (IDS) 2010, divulgada nesta quarta-feira (1º) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). São eles: Goiás, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Roraima, Tocantins, Piauí e Mato Grosso. Os dados são referentes a 2007 e os coeficientes representam amostra por cada 100 mil habitantes.
Leia também:
O caso que mais chama a atenção é o de Santa Catarina. O Estado possui o menor índice de mortalidade por homicídio do Brasil (10,4), mas é o segundo com a maior taxa de mortalidade por acidente de transporte, com 32,7 por 100 mil habitantes. O único Estado com taxa superior é Roraima, com 33,7. O indicador do IBGE abrange mortes em acidentes de transportes terrestres, aquáticos e aéreos, independentemente se ocorridos em via pública ou não.
Quando a pesquisa compara regiões, o Sul é o único no qual o número de mortes por acidente de transporte supera o de homicídios: 26,2 e 21,4, respectivamente.
Mulher morre mais no trânsito
O número de óbitos femininos causados pelo trânsito ultrapassa as mortes de mulheres por homicídio em todo o país, exceto nos Estados do Espírito Santo, Pernambuco (onde o índice é menor) e Acre (os coeficientes são iguais). Mais uma vez, o caso catarinense impressiona: enquanto 2,3 mulheres a cada 100 mil habitantes são vítimas de homicídio, 12,1 morrem no trânsito.
Segundo a pesquisadora Denise Kronemberger, responsável pelos indicadores de dimensão social e institucional do IDS 2010, outros estudos mais aprofundados são necessários para examinar as causas dos dados apontados no levantamento.
“O objetivo da publicação é avaliar as tendências. O Brasil e os Estados estão avançando ou não em direção ao desenvolvimento sustentável? E segurança é um tema fundamental para a qualidade de vida da população. O que a gente faz é poder comparar, ver que tem desigualdade regional e ajudar a direcionar políticas públicas”, diz.
Violência
A pesquisa mostra que Alagoas é o Estado mais violento do Brasil. Em 2007, o coeficiente de mortalidade por homicídio foi de 59,5, 134% maior do que a média nacional (25,4). Quando se considera apenas os óbitos masculinos, o índice sobe para 114,6.
Já o Espírito Santo é o Estado que registra o maior coeficiente de óbito feminino por homicídio (10,4), taxa 166% superior à média brasileira (3,9).
Embora na comparação feita com o ano de 1992 o coeficiente de óbitos por homicídio no país tenha subido 6,2 pontos percentuais, o índice vem demonstrando queda desde 2003, quando o registrado foi 28,8. “Essa aparente queda nos chamou atenção, mas para afirmar que é uma tendência de queda são necessários mais anos de informação”, afirma Kronemberger.
O levantamento é feito a partir de declarações de óbito, e não com base no registro administrativo das delegacias de polícia.
Rio e São Paulo reduzem índice
Embora o Rio de Janeiro ainda seja o quarto com o mais alto índice de morte por homicídio no Brasil, o Estado fluminense desceu de 50,8 em 2004 para 41,5 em 2007.
O IDS 2010 também destaca o avanço realizado no Estado de São Paulo, que recuou de 28,5 em 2004 para 15,4 em 2007.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Estréia do programa Sob Nova Direção

Nesta última sexta-feira (13/08) fomos convidados a participar da estréia do programa Sob Nova Direção, com apresentação e direção de Sérgio Albuquerque, na ALL TV.
Durante o programa, o Sérgio apresentou o livro "Sobrevivência no Trânsito: Uma questão de atitude" de autoria do Engo. Luiz Roberto M. C. Cotti, comentou e interagiu com os internautas abordando alguns temas como Neurose no Trânsito, A Gestante e o Cinto de Segurança, Distância de Seguimento, Excesso de Velocidade, Educação Cidadã, Transporte Seguro de Animais de Estmação, e outros.
Nossos sinceros agradecimentos ao Sérgio pelo convite e oportunidade de divulgar o Projeto Sobrevivência no Trânsito, bem como pelo interesse e participação dos internautas.
O programa pode ser assistido em http://vimeo.com/14140567
Sucesso ao Sob Nova Direção!

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Bastam 15 minutos para 133 condutores cometerem 120 infrações

Por Luiz Roberto M. C. Cotti

No último dia 20 de julho, tive a imensa satisfação de conhecer o Eng. Horácio Augusto Figueira (Hora H Pesquisa Engenharia & Marketing) e tê-lo como companheiro de viagem de São Paulo até Aparecida onde participaríamos do programa TVendo e Aprendendo realizado pela TV Aparecida com produção de Celiane Gomes e Gabriela Silveira, apresentação de Nara Nasser e Arildo Carvalho, e direção de Raul Neto.
Durante a viagem, comentávamos sobre esta verdadeira batalha chamada Trânsito, enfrentada diariamente por condutores e pedestres, que ceifa mais de 50.000 vidas por ano aqui no Brasil e mais de 1,2 milhões no mundo.
Entre muitos assuntos e conversas, o Eng. Horácio comentou que havia preparado umas planilhas simples para realizar uma mini-pesquisa em algum cruzamento da cidade de Aparecida e convidou-me a auxiliá-lo. Aceitei e lá fomos nós com as pranchetas, contadores e planilhas. Até mesmo o Everaldo, motorista contratado para nos levar, entrou na dança como observador.
Durante 15 minutos, observamos os veículos que vinham pela Praça Vitor S. Almeida e faziam conversão à direita na Av. Antonio Samaha e tabulamos as infrações por tipo de veículo (autos e utilitários; caminhões; ônibus; motos).
Mesmo estando ciente de que a maioria dos condutores, cada vez mais, deixa de sinalizar suas intenções, fazendo uso da seta, por exemplo, ou mesmo deixa de utilizar o cinto de segurança, o resultado da mini-pesquisa me deixou realmente assustado, tanto que solicitei ao Eng. Horácio, permissão para divulgá-la. Então, em resumo, aí vão os números:
Das 18:20 às 18:35 horas, somente 15 minutos, observamos um total de 133 veículos/condutores dos quais 104 (86,67%) não utilizaram a seta; 13 (10,83%) não usavam cinto de segurança no banco dianteiro; 3 (2,50%) motorista falando ao celular. Pasmem! Dos 133 veículos/condutores observados, 120 (90,23%) cometeram infrações!
Até quando será que estes condutores vão continuar escapando de se envolverem em algum acidente? Se é que já não se envolveram.
Lembre-se: Sinalize suas intenções e com antecedência adequada. A vida agradece.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Estudo traça o perfil do motociclista acidentado

Por Vanessa de Oliveira - Jornal Mais Notícias

Pela agilidade que ela proporciona, cada dia mais pessoas tem preferido a motocicleta como meio de transporte. Passa em qualquer cantinho, dribla o maior dos congestionamentos.
Porém, muitas vezes, toda essa eficiência não é bem aproveitada e o abuso sob duas rodas torna o
que era sinônimo de praticidade em acidente. Edílson de Souza Lima, 33 anos, sabe dos riscos da imprudência, por isso, trafega com cautela, mas conta que a maioria dos motociclistas não age da mesma forma:
“Certa vez um motoqueiro passou do meu lado, deu um tapa no meu capacete e falou para eu sair da frente. Eles querem correr e se você andar devagar, eles vem para cima”.
O número de motociclistas acidentados tem crescido assustadoramente.
Em Ribeirão Pires, por exemplo, o Hospital e Maternidade São Lucas prestou, em 2009, 161 atendimentos a pacientes que sofreram acidente de moto. Em 2010, até o dia 24 de junho, foram prestados 82 atendimentos. Diante dos constantes acidentes envolvendo motociclistas, o Instituto de Ortopedia do Hospital das Cínicas da FMUSP (IOT), ligado à Secretaria de Estado da Saúde, traçou um perfil desses pacientes que foram internados na unidade. Durante seis meses (de 12/05/09 à 12/11/09), dos 255 acidentados de moto atendidos no IOT, 84 precisaram de internação e, destes, 54% tiveram fratura exposta.
A média foi de 18 dias de internação, sendo que 14% dos pacientes, após a alta médica, precisaram ser reinternados. Dos pacientes acompanhados, 12% tiveram lesões neurológicas periféricas.
Segundo o ortopedista Marcelo Rosa, coordenador do estudo, além da ocupação de diversos leitos, a internação dos 84 pacientes representou um custo de, aproximadamente,
R$ 3 milhões à instituição.
Outra constatação apontada pelo levantamento é que, apesar dos homens continuarem a ser a maioria dos envolvidos em acidentes, o porcentual de mulheres internadas chegou a 10%. “É o dobro do verifi -
cado em estudos anteriores”, disse Rosa.
O estudo constatou também que grande parte dos motociclistas usa a moto apenas como meio de transporte: 67% dos pacientes, contra 64% que disseram possuir vínculo empregatício.
Dos 84 motociclistas internados, avaliados na pesquisa, 45% afirmaram nunca terem sofrido acidente de trânsito. Para o ortopedista, o fato de, anteriormente, nunca terem se acidentado faz com que se sintam onipotentes. A maioria dos acidentes ocorreu em colisões com carro e mais de 70% dos acidentados disseram conhecer as leis de trânsito e não terem sido imprudentes. Sessenta
e seis por cento dos acidentes aconteceram no horário comercial e
71% dos envolvidos são jovens no auge da produtividade.
Edcarlos da Silva, 27 anos, já passou por situações difíceis sob duas rodas. A última aconteceu no final de abril, quando voltava do trabalho.
“Eu estava transitando na faixa da direita, o trânsito estava praticamente parado, mas de repente, um carro que estava na faixa da esquerda quis entrar na faixa onde eu estava. Não consegui parar e bati na lateral dele. O próprio motorista do carro reconheceu a culpa, pois além de tentar mudar de faixa de forma brusca, não sinalizou e chegou até a dizer que nem sequer olhou no retrovisor porque estava atrasado para buscar a filha no colégio”, conta. A colisão lhe rendeu uma fratura em um dedo do pé.
O idealizador e gestor do projeto Sobrevivência no Trânsito, Luiz Roberto M. C. Cotti, acredita que o respeito e entendimento entre motociclistas e motoristas é coisa rara. “Se por um lado o motociclista raramente assume a condição de motorista, desconhecendo como o automóvel reage às ações de seu condutor; por outro lado o motorista também desconhece como a moto reage às ações do motociclista. Então, ambos tendem a pensar que o outro vai agir da mesma forma que ele e não é o que acontece. As acelerações são diferentes. As distâncias de frenagem são diferentes. Os pontos cegos diferem. A manobrabilidade nem se fala. Os espaços necessários à uma ação evasiva são bem diferentes. E outras tantas. Entender e respeitar estas e outras diferenças é um bom começo”, diz ele.
Para o coordenador do levantamento, Marcelo Rosa, os acidentes de moto, hoje, devem ser vistos como uma epidemia. “É necessária uma ampla mobilização, envolvendo a sociedade civil, autoridades e, inclusive, as fabricantes de motocicletas”.
Dr. Mauro Poderoso, médico filiado à Abramet (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego), faz coro. “Esses acidentes demonstram de forma quantitativa um fato social preocupante da rotina de acidentados e com consequencias não só físicas, mas social. A reversão deste quadro só se dará com medidas agudas, como a normatização deste tipo de veículo junto aos demais; cursos rotineiros de postura nas vias e demonstrar a esses condutores que a motocicleta, além de ser um meio de deslocamento para lazer e trabalho, poderá ser uma ‘arma’contra si mesmo”. Cotti também compartilha da opinião e completa dizendo que os acidentes de trânsito, não somente os que envolvem motos, devem ser encarados e tratados como um problema de saúde pública. “Esta é uma preocupação mundial. A Organização
Mundial da Saúde (OMS) em estudos recentes revelou que os acidentes de trânsito são responsáveis pela perda de 1,2 milhões de vidas por ano, ou seja, 2 mortes por minuto! Além disso, concluiu que se mantida a tendência de crescimento dos últimos anos, em 2020 as mortes e lesões incapacitantes ocasionadas pelos acidentes de trânsito crescerão 60% e se tornarão a terceira causa de mortalidade e traumatismos, ficando à frente de outros problemas de saúde como a malária, tuberculose e a AIDS.
Acredito que a melhor maneira (de reverter o quadro) seja a implementação de leis e normas atuais mais rígidas, acompanhada das devidas fiscalizações e efetivas punições; e a implantação de currículo escolar com matérias interdisciplinares sobre educação cidadã e segurança viária. Desta forma, creio eu que não estaríamos somente apagando incêndios, mas também criando e educando os futuros motoristas, motociclistas e pedestres. Uma missão nada fácil e que levaria de 15 a 20 anos para estabelecer-se”, finalizou.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Ação Comunitária da Chácara Santo Antonio convida Projeto Sobrevivência no Trânsito

No último dia 15 de julho o Projeto Sobrevivência no Trânsito fez apresentação de seus objetivos e atividades à Ação Comunitária da Chácara Santo Antônio.
Liderada pela Câmara Americana de Comércio de São Paulo, a Ação Comunitária da Chácara Santo Antônio, é formada por mais de 60 empresas localizadas na região. Nasceu da necessidade de mobilizar a comunidade para, em parceria com as polícias militar e civil e com a guarda municipal, contribuir para reduzir a criminalidade em sua área de atuação.
O objetivo é disseminar ideais de boa convivência comunitária, estimular, participar e integrar projetos comunitários de diversos segmentos.
A Ação Comunitária abrange a área circundada pelas seguintes ruas e avenidas: Roque Petroni Jr, Santo Amaro, Verbo Divino, Alfredo Egídio de Souza Aranha e Nações Unidas (até a Roque Petroni Jr).
Sinceros agradecimentos ao Sr. Carlos do Carmo Milaré (Coordenador Executivo) pelo convite e oportunidade de divulgar o Projeto Sobrevivência no Trânsito e parabéns pelo trabalho de "formiguinha", pela construção e manutenção deste "formigueiro" ativo chamado Ação Comunitária da Chácara Santo Antônio e pelos resultados alcançados.