Por Daniel Milazzo - Especial para o UOL Notícias - No Rio de Janeiro
Os acidentes de trânsito mataram mais do que os homicídios em oito Estados do país. A constatação faz parte da pesquisa Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (IDS) 2010, divulgada nesta quarta-feira (1º) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). São eles: Goiás, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Roraima, Tocantins, Piauí e Mato Grosso. Os dados são referentes a 2007 e os coeficientes representam amostra por cada 100 mil habitantes.
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O caso que mais chama a atenção é o de Santa Catarina. O Estado possui o menor índice de mortalidade por homicídio do Brasil (10,4), mas é o segundo com a maior taxa de mortalidade por acidente de transporte, com 32,7 por 100 mil habitantes. O único Estado com taxa superior é Roraima, com 33,7. O indicador do IBGE abrange mortes em acidentes de transportes terrestres, aquáticos e aéreos, independentemente se ocorridos em via pública ou não.
Quando a pesquisa compara regiões, o Sul é o único no qual o número de mortes por acidente de transporte supera o de homicídios: 26,2 e 21,4, respectivamente.
Mulher morre mais no trânsito
O número de óbitos femininos causados pelo trânsito ultrapassa as mortes de mulheres por homicídio em todo o país, exceto nos Estados do Espírito Santo, Pernambuco (onde o índice é menor) e Acre (os coeficientes são iguais). Mais uma vez, o caso catarinense impressiona: enquanto 2,3 mulheres a cada 100 mil habitantes são vítimas de homicídio, 12,1 morrem no trânsito.
Segundo a pesquisadora Denise Kronemberger, responsável pelos indicadores de dimensão social e institucional do IDS 2010, outros estudos mais aprofundados são necessários para examinar as causas dos dados apontados no levantamento.
“O objetivo da publicação é avaliar as tendências. O Brasil e os Estados estão avançando ou não em direção ao desenvolvimento sustentável? E segurança é um tema fundamental para a qualidade de vida da população. O que a gente faz é poder comparar, ver que tem desigualdade regional e ajudar a direcionar políticas públicas”, diz.
Violência
A pesquisa mostra que Alagoas é o Estado mais violento do Brasil. Em 2007, o coeficiente de mortalidade por homicídio foi de 59,5, 134% maior do que a média nacional (25,4). Quando se considera apenas os óbitos masculinos, o índice sobe para 114,6.
Já o Espírito Santo é o Estado que registra o maior coeficiente de óbito feminino por homicídio (10,4), taxa 166% superior à média brasileira (3,9).
Embora na comparação feita com o ano de 1992 o coeficiente de óbitos por homicídio no país tenha subido 6,2 pontos percentuais, o índice vem demonstrando queda desde 2003, quando o registrado foi 28,8. “Essa aparente queda nos chamou atenção, mas para afirmar que é uma tendência de queda são necessários mais anos de informação”, afirma Kronemberger.
O levantamento é feito a partir de declarações de óbito, e não com base no registro administrativo das delegacias de polícia.
Rio e São Paulo reduzem índice
Embora o Rio de Janeiro ainda seja o quarto com o mais alto índice de morte por homicídio no Brasil, o Estado fluminense desceu de 50,8 em 2004 para 41,5 em 2007.
O IDS 2010 também destaca o avanço realizado no Estado de São Paulo, que recuou de 28,5 em 2004 para 15,4 em 2007.
Os acidentes de trânsito mataram mais do que os homicídios em oito Estados do país. A constatação faz parte da pesquisa Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (IDS) 2010, divulgada nesta quarta-feira (1º) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). São eles: Goiás, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Roraima, Tocantins, Piauí e Mato Grosso. Os dados são referentes a 2007 e os coeficientes representam amostra por cada 100 mil habitantes.
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O caso que mais chama a atenção é o de Santa Catarina. O Estado possui o menor índice de mortalidade por homicídio do Brasil (10,4), mas é o segundo com a maior taxa de mortalidade por acidente de transporte, com 32,7 por 100 mil habitantes. O único Estado com taxa superior é Roraima, com 33,7. O indicador do IBGE abrange mortes em acidentes de transportes terrestres, aquáticos e aéreos, independentemente se ocorridos em via pública ou não.
Quando a pesquisa compara regiões, o Sul é o único no qual o número de mortes por acidente de transporte supera o de homicídios: 26,2 e 21,4, respectivamente.
Mulher morre mais no trânsito
O número de óbitos femininos causados pelo trânsito ultrapassa as mortes de mulheres por homicídio em todo o país, exceto nos Estados do Espírito Santo, Pernambuco (onde o índice é menor) e Acre (os coeficientes são iguais). Mais uma vez, o caso catarinense impressiona: enquanto 2,3 mulheres a cada 100 mil habitantes são vítimas de homicídio, 12,1 morrem no trânsito.
Segundo a pesquisadora Denise Kronemberger, responsável pelos indicadores de dimensão social e institucional do IDS 2010, outros estudos mais aprofundados são necessários para examinar as causas dos dados apontados no levantamento.
“O objetivo da publicação é avaliar as tendências. O Brasil e os Estados estão avançando ou não em direção ao desenvolvimento sustentável? E segurança é um tema fundamental para a qualidade de vida da população. O que a gente faz é poder comparar, ver que tem desigualdade regional e ajudar a direcionar políticas públicas”, diz.
Violência
A pesquisa mostra que Alagoas é o Estado mais violento do Brasil. Em 2007, o coeficiente de mortalidade por homicídio foi de 59,5, 134% maior do que a média nacional (25,4). Quando se considera apenas os óbitos masculinos, o índice sobe para 114,6.
Já o Espírito Santo é o Estado que registra o maior coeficiente de óbito feminino por homicídio (10,4), taxa 166% superior à média brasileira (3,9).
Embora na comparação feita com o ano de 1992 o coeficiente de óbitos por homicídio no país tenha subido 6,2 pontos percentuais, o índice vem demonstrando queda desde 2003, quando o registrado foi 28,8. “Essa aparente queda nos chamou atenção, mas para afirmar que é uma tendência de queda são necessários mais anos de informação”, afirma Kronemberger.
O levantamento é feito a partir de declarações de óbito, e não com base no registro administrativo das delegacias de polícia.
Rio e São Paulo reduzem índice
Embora o Rio de Janeiro ainda seja o quarto com o mais alto índice de morte por homicídio no Brasil, o Estado fluminense desceu de 50,8 em 2004 para 41,5 em 2007.
O IDS 2010 também destaca o avanço realizado no Estado de São Paulo, que recuou de 28,5 em 2004 para 15,4 em 2007.

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